Uma Reacção Lógica às Frases Sobre o Direito Internacional (e outros lirismos afins veiculados nos média e na UE)


O direito internacional está sempre subordinado aos interesses dos países, sobretudo das grandes potências. Foi sempre assim desde o fim do Renascimento, não começou quando Trump chegou à Casa Branca.
05 jan. 2026, 00:20 no Observador(artigo completo na caixa de comentários)
As esquerdas portuguesas são muito curiosas. Passam a vida a combater o “fascismo”, estão sempre preocupadas com as “ameaças à democracia pelo Chega”, mas cai um ditador na Venezuela, e não celebram. Pelo contrário, queixam-se. Fazem, normalmente, uma pequena introdução, do tipo “obviamente, ninguém defende o Maduro”, mas depois usam o tempo todo para enumerar as razões que justificariam a permanência do ditador de Caracas no poder.
Têm sido usados vários argumentos para condenar a ação norte americana e para defender a manutenção de Maduro no poder. O primeiro é o sacrossanto “direito internacional.” Desde sábado, há dois tipos de comentadores: os que evocam o “direito internacional” como se fosse a Constituição portuguesa e não fazem a mínima ideia do que estão a dizer; e há aqueles que conhecem muito bem a precaridade do direito internacional, mas usam esse argumento para atacar Trump.
