Frases Pertinentes 14



De outro blog que estou a seguir (um aviso,especialmente a quem tem filhos/as menores de idade)
https://identdegeneroideologiaouciencia.blogs.sapo.pt/o-que-se-esta-a-fazer-as-criancas-e-15466
Os filhos do Estado
A lei dita sobre o “direito à autodeterminação da identidade de género” é um projecto totalitário que torna cada criança na cobaia duma experiência ideológica de dimensões nunca conhecidas em Portugal
17 dez. 2023, 00:30 no Observador
Sim, eu sei que o assunto do dia (e da noite) é o facto de o PS ter um novo líder mas foi exactamente o PS que fez aprovar na passada sexta-feira, num parlamento em final de ciclo, legislação que marca um antes e um depois na utilização de um serviço público, a escola, como instrumento político e de controlo ideológico. Porque é disso e só disso que trata a legislação dita sobre o “direito à autodeterminação da identidade de género”.
Não, não foi na I República com a sua escola jacobina, nem no Estado Novo salazarista com a Mocidade Portuguesa e também não foi no PREC comunista com as suas sessões de esclarecimento, mas sim na democracia que estamos a assistir à institucionalização da utilização massiva das crianças como instrumentos de controlo do pensamento dos pais e demais familiares, através da impropriamente chamada legislação sobre a identidade de género.
Se a legislação agora aprovada não for travada pelo Presidente da República, as crianças portugueses mal entram num estabelecimento escolar ou do pré-escolar, público ou privado, passam a ser obrigatoriamente cobaias duma experiência ideológica de dimensões nunca conhecidas em Portugal quer pelo número das crianças abrangidas – a sua quase totalidade – quer pelos meios que o Estado se permite usar para conseguir os seus objectivos ideológicos.
Helena Matos no Observador
Na caixa de comentários tenho outro texto/artigo do Observador bastante interessante e pertinente, que por ser um pouco longo está dividido em dois e do qual deixo aqui,por falta de espaço, apenas a parte final:
"Eis, então, o paradoxo supremo da modernidade liberal com a sua promessa da máxima libertação individual: ao intentar a superação das restrições primordiais morais, bem como recusando as agruras da queda do Paraíso, criaram-se, afinal, as condições para que o estado de infantilidade se perpetue ad aeternum. Daí, convenientemente imbecilizados, afogados em colo e mimo, parte-se da negação daquela “verdade” da narrativa bíblica para uma apologia da sua negação; mas, porque apenas o alienado nega a verdade, cai-se agora já na mais perfeita loucura que, em nome da libertação, mata a liberdade, em nome do individualismo supremo, apregoa o colectivismo, em nome do primado das pessoas, sugere o Estado como ente supremo e, extraordinariamente, em nome do liberalismo e da democracia, propõe agora, como fim de ciclo, o iliberalismo e o advento da tirania."
Nuno Lebreiro no Observador
