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Em Março https://eco.sapo.pt/2023/03/16/savannah-atualizou-projeto-de-exploracao-de-litio-na-mina-em-boticas-e-espera-licenca-ambiental-em-2024/
![O_Litio_no_Norte_Centro_Portugal_Concelhos_Municip]()
Exploração de lítio no Barroso com ‘luz verde’ da Agência Portuguesa do Ambiente
https://executivedigest.sapo.pt/noticias/exploracao-de-litio-no-barroso-com-luz-verde-da-agencia-portuguesa-do-ambiente/
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Manifestação alerta para “cemitério pós-minas” de lítio
1) Vivemos hoje numa sociedade profundamente insustentável. Temos múltiplos conflitos de exploração de recursos, não apenas com a extracção mineira, mas muitas outras actividades humanas. Parte da solução é certamente repensar o nosso estilo de vida consumista. Há várias formulações em discussão: parcimónia, suficiência, decrescimento. https://www.decrescimento.pt/pages/o-que-e-o-decrescimento/
Seja qualquer for o novo paradigma, é evidente que o actual não tem futuro;
E no entanto a loucura do crescimento continúo (impulsionado pelo capitalismo selvagem que serve os interesses das elites financeiras no comando do sistema,e pela disputa global de mercados entre superpotências económicas e militares) não dá sinais de parar. Uma análise interessante no link a seguir
2) Temos de ter presente, de forma transparente, as alternativas a um nível estratégico, europeu e nacional, que passam por exemplo por uma aposta absolutamente prioritária na eficiência energética, em vez da mera substituição de fontes energéticas e tecnologias. Esta é uma opção estratégica de fundo, que ainda está por assumir seriamente, e que reduz seriamente a urgência e a conflitualidade de dossiers como o lítio;
3) As populações locais e o património natural que é um bem comum têm de ser intransigentemente protegidos. Qualquer opção que provoque a destruição de recursos insubstituíveis, ou a destruição de comunidades, é inaceitável, independentemente de quaisquer desígnios estratégicos. Os fins não justificam os meios (é assim que nascem as ditaduras);
4) Nos locais onde se considere possível a exploração de lítio (ou qualquer outro mineral, é necessário conduzir uma avaliação de impacte ambiental profunda — não como forma de “esverdear” o projecto, mas para estudar em detalhe se é possível ou não, e como, compatibilizar os vários interesses em presença. Naturalmente devem ser seguidas as melhores práticas mesmo que tal aumente os custos operacionais do projeto, mas mesmo isso não é suficiente: há limites que não podem ser ultrapassados.
Em termos de impactes ambientais do lítio, estes ocorrem principalmente durante a fase de extração em minas a céu aberto, com alteração do uso do solo e destruição da paisagem. https://greensavers.sapo.pt/exploracao-de-litio-em-portugal-quais-sao-os-riscos-ambientais/